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O DEBATE SOBRE CRESCIMENTO ECONÔMICO
- Zoraide Bezerra Gomes
- 39 Páginas
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Sinopse
Este trabalho objetiva apresentar e comparar de forma sucinta as teorias ortodoxas e heterodoxas acerca do crescimento econômico. Ademais, pretende-se perceber em que as teorias heterodoxas se complementam e no que elas divergem.
Percebe-se que não há um consenso sobre quais os mecanismos equilibradores que permitem o crescimento sustentado no longo prazo. Harrod (1939) e Domar (1946) identificaram dois problemas de desequilíbrio cumulativo: o primeiro se dá entre a taxa de crescimento da demanda agregada e a do estoque de capital; e o segundo, entre a taxa de crescimento do estoque de capital e a da disponibilidade de mão-de-obra.
Para a ortodoxia, o primeiro problema seria resolvido no longo prazo através da suposta perfeita flexibilidade de preços e salários; o segundo, através de variações na relação capital/produto em resposta a variações na relação capital/trabalho.
As soluções apontadas pelos economistas heterodoxos divergem: a) Primeiro problema: para o modelo de Cambridge, a variação da taxa de lucro normal promoveria um equilíbrio automático entre as taxas; para o de Oxford, o mecanismo opera através da variação do grau de utilização da capacidade produtiva; e, para o de Oxbridge, o ajustamento se dá devido à presença do consumo autônomo no modelo. b) Segundo problema: para os modelos de Cambridge e de Oxford, não existe nenhum mecanismo automático de equilíbrio entre as taxas; e, para o modelo de Oxbridge, existe.
Apresentado esse debate, parte-se para uma discussão sobre crescimento em economias abertas, visto que este não depende exclusivamente da taxa de crescimento da demanda, pois gera também uma aceleração do crescimento das importações, criando problemas de restrição de balanço de pagamentos.